segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A MULHER QUE EU AMAVA

A MULHER QUE EU AMAVA.

Aos mimos da mulher que eu tanto amava,
Não mais ouvia o tic-tac de seu coração,
Nem os ponteiros acelerados da paixão
Que tantas vezes ao beijar-me murmurava.  

Cativava-me com mentiras de promessa
E com seu sangue aquecido de amante,
Sem perceber que a perdia a cada instante
E que meus sonhos derruíam tão depressa.

Submerso na vertigem  desta desventura,
Expressa dor e mágoa na feição carrego
Em busca de remédio pra esse mal sem cura.


Para dentro de si ela voltou seu mudo ego,
Única forma de trancar sua loucura,
Justificando, incólume, o seu desapego.

Egê Valadares- sp

 

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