terça-feira, 22 de setembro de 2015

AUSÊNCIA- Minha terra Monjolos

AUSÊNCIA
minha terra-Monjolos
Meus versos, pálidos mensageiros, rústicos, porém sinceros florescem
macios como a brisa batendo na folha nova.
Florescem de uma saudade que desce de mansinho no coração distante.
Teus rios de águas claras desprendem das alturas, desde as manhas de sorriso feliz e luzidio, rugindo nas catadupas, nas soleiras das rochas empinadas, corcoveando nas planícies.
O perfumado florir dos cerrados e as fontes jorrando vida!...
 
O sotaque da terra calcária, fala macia de nossa gente...Saudades.
Ainda trago o canto livre de canários e sabias,
trago o cheiro da aroeira agreste
e o sabor dos jatobás nas margens do pardinho
 
onde, quando menino brinquei, sorri e nadei,
onde colocaram pedras no alicerce de meus sonhos, e eu os apalpava de braço dado com minhas ilusões
sou... sou o mesmo de antes
de jeito matuto desgarrado
e de amor transbordante.
E meus versos não explicitam a dor da ausência.
Egê Valadares-sp
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