terça-feira, 22 de setembro de 2015

A TRAVESSIA-um momento

A TRAVESSIA
Um momento
   
 Vou –me,  agarrado em pedaços de abstrato,
pendurado em pêndulos de vento, alvo fácil de incertezas.
Indiferente, o deus tempo em célere viagem de seus ponteiros
vai matando as horas inúteis do meu agora e estendo os braços
enfunando os panos da caravela. Procelas! 
     Os espirros do azul de sal me sacam do trivial e despertam-me para o prélio;
 homem e mar.
Traços irizados... suponho que estou vivo contra a força espessa e surda
da travessia. A tempestade em vômitos de ira arranca do mastro as vestes,
escalpelando-me o rumo... turvas errâncias a deriva.
Abrolhos a vista... naufrágio sem gestos de pêsames.

De egê- sp


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