domingo, 24 de maio de 2015

SE EU DEIXAR DE VERSEJAR

SE EU DEIXAR DE VERSEJAR.

Preso as minhas lembranças grisalhas
Dos janeiros distantes meus vividos,
Redescubro caminhos percorridos...
De saudades grafadas nas muralhas

Que isolam o presente e o passado...
Foram poemas de amor verdadeiro,
Versejados no momento derradeiro;
Perdidos na ilusão de voo afugentado.

Eu e a poética, um amor refeito
Dos retalhos de uma separação,
Arrasto-a para dentro da solidão,
Na sofreguidão gélida do meu peito.

Se em algum momento eu deixar de sonhar,
Meus versos serão, talvez, bisonhos!
Mas morrerei junto aos meus sonhos
Se algum dia eu deixar de versejar.

Egê-sp

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: Se você não é nosso(a) seguidor(a) e deseja deixar uma mensagem, escolha abaixo "Comentar como ANONIMO" e clique em PUBLICAR.

Escreva seu comentário abaixo: