terça-feira, 12 de maio de 2015

O LOBISOMEM

O LOBISOMEM                                                                                                                
Aos uivos sarnentos do cão amedrontado                           
Ouve-se o rilhar dos dentes no cerne d’alma,                           
Ei-lo então bípede insano que fere e ensalma,
Rosna às pacueras do cadáver mutilado.

O estrábico  olhar de lampejos e voragens,
Gestos obscenos nos sangues das mancheias,
Passionais loucuras do lobo-homem em luas cheias
Ao tilintar confuso dos tropéis e carruagens.

Transfiguração em hirsuta feição, o homem
Em capiroto, faminto abutre  das mortalhas,
Bípede configuração; lobo em lobisomem,                              

Fétidos bafos que fustigam da noite o manto,
de atrasar capaz os ponteiros das batalhas
e mudar a hora da morte e seu desencanto.

De egê-sp

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