segunda-feira, 18 de maio de 2015

EM TROCA DE NADA

 EM TROCA DE NADA

Perdemo-nos no acorde de nossa ambivalência...
Um romance que vivemos e que cedo se rompeu,
E talvez, sendo segredo,  não o guardes como eu,
Este viver a dois de desalinho e irreverência.

Uma indelével frieza no fundo de teus olhos belos,
Via-te sempre desolada sem perguntar-te a razão,
Não sentia pulsar-te nem de leve o coração;
Sinais latentes do rompimento de nossos elos.

Transpirava minh’alma endechas de abandono,
Ao sussurrar das róridas rosas eu pernoitei,
Com a brevidade das horas me despertei
Vendo-te partir... sentindo-me um cão sem dono.

A um passo da loucura... em meu ermo caminho,
Os  medos que não embargam a incerta caminhada
Sou sombra que te segue , mesmo em troca de nada 
Na ebriez da tua fuga, como pássaro largando o ninho.

Egê-sp


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