domingo, 10 de maio de 2015

CORAÇÃO DE PEDRA

CORAÇÃO DE PEDRA.
Entre nós, aos acenos e adeuses, um último afeto;
Um beijo demorado de última despedida...
Os remos ligeiros de minha saudade sentida,
Ainda presos ao remanso de teu  olhar discreto.

Ultima chama de ciúme, um amor em ruína,
Mesmo amando tanto,  nunca foi um paraíso
Lampejos de engano, perda do meu sorriso;
Sabe-se como  começa, nunca como termina.

Hoje vivo só numa solidão sem janela,
Com estrábico olhar de quem está perdido,
E tu, tu que partiste, feliz, risonha e bela.

Um ninho de soluços em meu coração sofrido,
Foi o que de melhor restou desta sequela;
Agora coração de pedra no peito recolhido.

De egê-sp

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