quinta-feira, 2 de abril de 2015

UM AMOR QUE SE FOI

UM AMOR QUE SE FOI.
Dedicado a minha amiga Mirian Maria Motta

Enquanto a noite não me roube a hora,
Hei de fazer um verso que fale de amor
Que se foi, como o perfume de uma flor
Nas asas da brisa, ao romper da aurora.

Homem inculto, de coração em ruína,      
Tornei-me menino... importuno instante...
Lágrimas de sal manchando o semblante,
Escravo da dor, d’alma pura e peregrina.

Foram tantas buscas, tantos desencantos!
Para suportar melhor minhas loucuras,
Procuro esconder as minhas desventuras,
testemunhas silenciosas de meus prantos.                       

E me pergunto: por que sofrer tanto assim
Já que não tenho o que desejo e mais preciso?
Conformar-me-ia apenas com um teu sorriso,
Ao fingires voltar, quando passares por mim.
Egê - sp


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