quinta-feira, 26 de março de 2015

QUANDO TE TORNEI MULHER.

QUANDO TE TORNEI MULHER.

Dispo-te, ó  mulher,  por amante e companheira,
Revelas-me com pudor, teu corpo sem as vestes!
Perdoa-me querida pelos gestos meus cafajestes;
Envolvo-te na nudez de minha gula por inteira.

Convoco-te aos deleites de meu sonho e fantasia, 
Prender-te-ei no ousado enlace de meus braços,
Num desejo insano vadiarei em teus espaços...
Querer-te  fêmea e absoluta nas chamas dessa magia.

Incontido desejo que me transcende as loucuras,
Transpiro voluptuoso, minha avidez leviana; 
Instinto primitivo, meio casto, meio sacana,
A ti me entrego num gesto longo de tesuras.

 Das horas longas de delícias, recuso o entardecer,
Dos blandífluos sussurros  de um gozo demorado,
Procurando retardar teu corpo ao meu colado,
Com o desejo da carne com que te tornei mulher.


De egê- sp

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