segunda-feira, 9 de março de 2015

NÃO SEI:......

NÃO SEI :

Se justo foi condenar-me por demais pecar,
Buscar-te com a sede que se busca a água
Na tórrida areia de um deserto em frágua,
Saciar-me no oásis, com lágrimas do olhar.

Abrem-se-me as pálpebras por um só instante,
Deixam que dos arrebóis entre a claridade;
Minguada luz que finda ao por da idade,
Em lentos passos de um velho viandante.

Vejo-te ondular como  dunas preguiçosas,
A despir-te sob as miragens do vil  deserto,
Quando distante, imaginava-me tão perto
De teu corpo bronzeado e linhas sinuosas.

Como o luar no deserto eu beijei-te nua,
Sem mesmo tocar-te, perfumes teus senti,
Miragens , loucuras, teus passos em vão segui
Como o sol que busca , em vão alcançar a lua.

de egê-sp


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