domingo, 15 de março de 2015

MEUS DESENCANTOS

MEUS DESENCANTOS

Quanto tormento abriga minha impoluta alma,
Enquanto geme o coração endechas de despedidas,            
Chorosas cordas do vento em vozes entristecidas,
Pervago cabisbaixo pelo mundo que me encalma.

Ainda trago eu nos olhos, resto de desencantos...
Dos meus sonhos que se foram, de irizadas fantasias;
Repousavas em mim, teu jovem corpo e adormecias
Em claras noites de juras, de carícias e acalantos.

Hoje vivo de sonhos para além da realidade,
Buscando sem tréguas, em algures te reencontrar,
Sou sombra que vaga fugindo da própria verdade.

Um sonâmbulo na escuridão, sem rumo, sem lugar...
Talvez de cruel carência, talvez aguda saudade,
Morro junto as ilusões sem nunca te alcançar.

De egê- sp 

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