sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

NÃO ME DEIXES CHORAR SOZINHO

NÃO ME DEIXES CHORAR SOZINHO

Vi na mão do adeus  o teu semblante
De sorriso meigo e olhar arrependido,
Tímidos gestos... um amor interrompido ;
Banalidades,  convivência conflitante .

Por tolos ciúmes  gerou-se tal  atrito,
Tu te foste,  para o meu crasso tormento,
Tantas  ilusões  desfeitas em vento...
E foi assim que perdi meu infinito.

Numa névoa de desenganos e solidão
Fui morrendo em cada novo alvorecer,
E se procurava em vão te esquecer,
Mais aumentava em mim esta paixão.

Proponho-te: se te isso for propício;
Se aceitares te despir dessa arrogância,
Tudo isso apagarei de minha lembrança
E deixarei por ti todos os meus vícios.

Quando tudo que era triste me sorrirá
Dos teus lábios de divinais  loucuras
Em brandos risos cacheados de ternuras , 
E a dor que em ti doía te esquecerá .

Bebamos cada qual do mesmo vinho
 E lamentemos a dor dos desencantos,
Deixando entornar os nossos prantos...
Mas por favor, não me deixes chorar sozinho ! 

De egê- sp

Do livro Poeira e flor vol 4

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