quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

MARCAS

MARCAS

Há tantas coisas que gostaria de esquecer,
E por isso aqui, não quero, não vou citar,
E tantas outras que tento eu rebuscar,
E que eu nestes versos  quero reviver. 

Juro que amei alguém na mocidade ,
E fui feliz por apenas alguns instantes;
De uma rara blandície de debutante,
Um doce anjo com asas de cumplicidade;

Sorriso de brancos lírios ao alvorecer.
O olhar, uma meiga estrela cadente ,
Pousando no cálice de uma flor luzente,
Na boca o hálito inebriante de mulher.

Altivos seios  apontando o horizonte,
Esbelto corpo,  com trejeitos  vicejantes,
Me embriagava o íntimo a cada instante
 De sensações tatuadas  na  alma insonte.                                                                                 

Nossas estrelas se alinharam em harmonia,
De sonhos pintando os nossos pensamentos ,
Vibrando a cada viço de nossos momentos
Nas longas asas de nossas doces fantasias.

Qual delícia não deixa certo desgosto? 
Nossas mãos se afagando na despedida,
Segui o destino da videira ressequida,
Uva macerada desfeita em mosto .

de egê- sp


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