terça-feira, 6 de janeiro de 2015

RASGAREI MEUS VERSOS

RASGAREI MEUS VERSOS.

Rasgo, com pesar, cada verso que te eu fiz                     
Versos que não são meus, são de minh’alma,            
Ao fingir que ao rasgá-los, isso me acalma,
Sem saber que ao fazê-lo serei um  infeliz.

Tais versos que foram de fantasia e cantos,
Minha secreta paixão quis esquecer em vão...
Quem, tendo que esquecer não faz menção
A alguém que jamais notou os seus encantos.

Saibas tu, oh mulher que eu tanto amei,
Que certa vez juraste também me amar,
Que por ti,ó mulher, tantos anos esperei,

Sonhei! Quanto de mim eu vivi a versejar;
Só Deus sabe! Tantos anseios...só eu sei,
Que afinal, estes versos terei que eu rasgar!

Egê- sp





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