domingo, 11 de janeiro de 2015

DEMÊNCIA

DEMÊNCIA

Nada ouvirás do que minh’alma sente...
Se meu grito silencia nesta clausura!
Perdi-me nesta sórdida desventura,
Aos restolhos de sonho...um inocente.

Pequei por acreditar numa ilusão,
Hoje nem sei o sabor de um encanto,
Solitário vivo a esconder meu pranto,
No silencioso cárcere desta solidão.

Nada ouvirás de minha boca insana,
“Pois nada dirá do que meu peito sente”; *
É dor do aço de uma fria durindana,

A ferir um frágil coração fremente
Que sofre, mas não se mais engana
Com tuas vãs promessas de mulher demente.

Egê- sp

*A Luiz Contreras



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