terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A ROSA E A BRISA

Presa à rama a rosa branca  chorosa,
Entre espinhos, de pétalas orvalhadas,
A espera de um viandante em caminhadas,
Que a leve por ser tão bela e tão cheirosa.

Mas uma brisa fresca, viageira  e  delicada,
Abana as ramas de toda roseira em flor,
Rosa branca que de tédio, carente de amor
À brisa então se entrega toda perfumada.

Vão-se com a brisa suas pétalas cheirosas,
Chorosa flor que entre espinhos nascera,
Deixando apenas  nas ramas seu perfume.   

Ao viandante só restaram as melindrosas,
Dolorosas flores, esmaecidas na roseira;
Murchas, amarelidas, embriagadas de ciúme .


DE EGÊ - SP

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