sexta-feira, 7 de novembro de 2014

A UMA POETISA

A UMA POETISA.
Faz tanto tempo, e na minha infância um dia,
Tive o primeiro flerte, o primeiro amor,
Trocávamos entre  olhares de pudor,
Malícia que na época não se podia.

Brincávamos de amar, porém amando,
Na brevidade de nossas doces seduções,
Desfizeram-se em lágrimas nossas paixões,
Que fui, gota a  gota, pela vida  semeando…


Ainda trago gravada forte lembrança;
Nós nos queríamos tanto e eras a minha vida,
Nascera o amor em duas almas de criança.


Ainda vejo em teus versos uma sentida
Dor que o meu íntimo profundo alcança
Com outra dor, tal qual e tão merecida.

De ege-sp
Do livro poeira e flor.

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