quarta-feira, 22 de outubro de 2014

DEIXASTE-ME

DEIXASTE-ME

Teus braços que sobre meu peito se debruçaram ate o entardecer,
Abraços que na despedida foram a resposta que não procurei,
Deixando-me no peito a dor de recordar, triste jeito de sofrer...
E não me trarás outros momentos especiais, tão divinos, eu sei.

Como se uma borboleta colorida fosses num sonho de menino,
Num voo triste de partida de uma vibrante e finda  primavera,
Incontidos soluços de quem se perdeu em áspero desatino,
Sentiste-me no olhar duras lagrimas de quem já nada espera,

Dona de uma doçura única e misteriosa, um envolvente olhar,
Mas como os pássaros que um a um se foram, também partiste
Com o vento errante, pervagando seguiste para qualquer lugar,

Sem pegadas, sem estrada, a própria sombra, assim preferiste.
Deixando-me aqui só e triste e com tantas coisas para te falar,
Sem sequer se importar se estava eu alegre ou se estava triste.

De ege - sp



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