domingo, 7 de setembro de 2014

SOLIDÃO

SOLIDÃO

A casa que indiferente abandonaste, está vazia,
Fria de ausência, e as portas rangem derruídas!
Ao silêncio de lembranças nunca esquecidas,
Ruge o vento na mansarda desta cruel afonia.

Morada da solidão, essa amarga companhia!
Neste escuro nos confabulamos, nos olhamos!
Abraçamo-nos, e ao rugir do vento nos calamos
na surdez do escuro, nesta solitária moradia.

Se de nada reclamo, é minha forma de ceder!
Minha pose de submissão, neste curvar-me lento
me leva ao desespero; um outro modo de sofrer.

Neste convívio de homem e solidão, ele se perde
por descaminhos, sem momentos mais de espera!
Assim, a esperança vai perdendo seu traje verde.

egê  SP

do livro poeira e flor vol III
          


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