quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ESPEREI POR TI, EM VÃO.

ESPEREI POR TI, EM VÃO.

Manhã de sol, azul etéreo  de verão,
Verdes águas, rendas brancas de espumas,
Espanejam negras gaivotas suas plumas,
Areia branca, rostos pintados de ilusão.

Quando a espera se desdobra em abandono,
E os minutos, em angústia se convertem,
Na face corre a dor que os olhos vertem,
Consome a alma o vigor de seu entono.

E tu não vens! Até o mar dantes calmo
Se agita, meus olhos te procuram em vão
Em cada brisa, e da praia em cada palmo.

Dorida ausência, cor de desencanto!
Chora a brisa, o mar, marulham as águas,
Salgadas águas derramadas de meu pranto.

De egê- sp

Do livro poeira e flor- vol. III

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