terça-feira, 30 de setembro de 2014

O VELHO PÉ DE PIQUI- aos lenhadores

O VELHO PÉ DE PIQUI
aos lenhadores.

Não me sentem o perfume que emana
Das graciosas flores nos cachos pendurados,
Nem o sabor dos meus frutos amarelados,
O lenho me ceifam para a frágua insana.

Meus galhos estendidos foram viçosos,
Mas, em carvão e fogo os transformaram,
Minhas folhas tão formosas ao chão quedaram,
Minhas raízes , mataram-nas mãos sequiosas.

Como eu, à cobiça outros sucumbirão;
Não restarão as sombras ao sabor dos frutos
E o cerrado se calará, toda busca será em vão.

Até mesmo meu cerne que foi tão bruto,
Do que foi um dia, nem lembranças restarão,
Tampouco me prestarão os homens seu tributo.

De egê –sp

Do livro poeira e flor vol. III

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