domingo, 21 de setembro de 2014

AH, SE EU PUDESSE!

AH, SE EU PUDESSE!


Soltar as alças de teu vestido branco
E deixá-lo cair sobre nossos pés.
Tomar teu corpo ao meu, resvés,
Num doce olhar, ardente e franco.

Em teus sentidos tatuar doçuras,
Estender teu corpo sobre minha cama,
Atear teu fogo com as minhas chamas,
Tragar o vício de nossas loucuras.

Embriagar de êxtase o selvagem instinto,                                                                              
De teus lábios rubros e tão  perfumados,
Sorver nos beijos todo vinho tinto.

Contracenar, silentes, o impulsivo ardor,
Estilhaçar  a taça de nosso absinto,
Arder em chamas tão sonhado amor.


de egê- sp
do livro poeira e flor vol III

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