quarta-feira, 27 de agosto de 2014

TENTANDO ESQUECER

TENTANDO ESQUECER

Turva-me a noite  a face esquecida,
A mim não me  empresta a luz o sol.
Na agrura que pranteio triste partida,
As cores perdidas do extinto arrebol.

Sorrisos emurchecidos ao entardecer
Da convivência, que tão pouco durou,
Postas guirlandas nas portas, sequer
Devolvem a alegria que tão cedo findou.

Lamentos derramo aos acordes da dor,
Expressão de desgosto na ébria feição
Meu canto é lamento, perda do amor,

Cruel sentimento que sobre mim recai,
Que agita e desespera e geme no peito;
É saudade maldita que nunca se vai.

DE EGÊ= SP

do livro poeira e flor vol III

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