domingo, 17 de agosto de 2014

POETA VAGABUNDO

POETA VAGABUNDO

Não tiveste por amante, senão este simples poeta.
Mas seguirás com anseio minha vida aventurosa
Vamos-nos, embriagados, nessa ilusão deliciosa,
No zigue-zague do acaso, como voa a borboleta.

Sentirás por perto um’alma carinhosa e pura,
Deste que para ti, tantos versos de amor já disse,
Simples versos, falando das erógenas meiguices,
Quando, ao enlaçar-te nos momentos de loucura.

Evoco-te, ó mulher, não me a vontade infirmes
De alcançar, impávido, para nós dois o elísio;
Espojarmos, em versos, deleites em terra firme,

Convoco-te a seguir-me, do passado sou oriundo,
Posso, contigo, ser um poeta pronto, ó mulher!
Sem ti, crê, serei apenas um poeta vagabundo!

De egê- SP
do livro poeira e flor vol III


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