sexta-feira, 15 de agosto de 2014

NADA SÉRIO POR AQUI

NADA SÉRIO POR AQUI

Tarde que se vai, insossa, morna de sono,
Gargalha a prostituta de jeito vadio
O pároco, num faz de conta que não viu
a viúva que passa, graciosa e sem dono.

Noite que vem, em sombras negro retinto,
Prefeito que vaidoso, se pinta, se traveste
Se esgueira, às sombras rotas dos ciprestes,
Ao olor do prostíbulo,saciando seu instinto.

Fresca manhã, “pão quente” grita o padeiro.
O delegado que prende os olhos nos quadris
da formosa mulher, esposa do açougueiro.

O pastor que prega, não desprega da mulata,
Passa-lhe sermão a mão, obreiro ciumento;
Não prega, não pega, não ata e nem desata.

De egê – SP
do livro poeira e flor vol; III


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