sábado, 12 de julho de 2014

SEMPRE E TÃO DISTANTE

SEMPRE E TÃO DISTANTE

Se nada te falo, é meu modo de morrer;      *****
Meu grito se perde nas dunas paralelas.
Desfaz-se um sonho no agito das procelas,
Sinto-me frágil, e lentamente a me perder.

Nada mais cruel que ferir a esperança!
Inerte, e nada mais o que fazer se pode;
mesmo ao acaso min’alma se acomode.
sobre o sempre, de viver só de lembrança.

Nem tudo se muda com as circunstâncias;
Furtiva,sem adeus, por outro me deixaste,
Fruto, talvez, de minhas vãs intolerâncias!

Sei! Sei que agora tua dor é bem marcante
Amas-me, desejas-me, mas algo te impede,
E o sempre viverás , como eu, também distante!

egê- SP
do livro poeira e flor vol II


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