terça-feira, 29 de julho de 2014

FINDO AMOR

FINDO AMOR
Sombras se instalam no muro das demoras,        *****
Frouxas luzes abandonadas, de ausência,
Sugerem meditação; insensatez das horas
Tontas dos ponteiros, inundas de carência.

Rilham as cortinas nas dores das migalhas,
Retratos que sucumbem ao frígido abandono,
No silêncio que abriga amarguras grisalhas,
Monotonia ao gris da estação de outono.

É a vida! Os reveses alçam vôo vespertino,
De meus lábios, risos já não mais espoucam
Ao calar das procelas e da nota do violino!

Findo amor! Flor arcana, desnuda de quimera,
Mágoa incontida, inconsolável de menino,
Ao sabor do pranto de quem já nada espera.

de egê-sp

do livro poeira e flor- vol III

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