segunda-feira, 2 de junho de 2014

VELHOS RETRATOS



GUARDO, ENTRANHADO NESSA FRÁGIL MENTE                    *****
INDELÉVEIS RASTROS DO TEU PERFUME MACIO,
VELHOS RETRATOS QUE RETIREI DO ARMÁRIO,
AMARELIDAS CARTAS QUE EU AS RELÍ A FIO.

ESTES VELHOS RETRATOS QUE HOJE TE ENVIO,
PÁLIDAS PROVAS DE UM ROMANCE FINDANDO,
SOBRE ELES, AGORA, MINHA DOR EU CHORO,
E QUANTO ÀS CARTAS ESTOU EU RASGANDO.

SÃO AMARGAS LEMBRANÇAS DE UMA PAIXÃO
QUE VIVEMOS AO LUME DE UM AMOR SEM IGUAL,
MAS PARTISTE, IGNORANDO A MINHA SOLIDÃO

QUEM  FICA FECUNDA O PRANTO QUE CHORA!
 PARTISTE SEM UM ADEUS!  “FOI COMO AMAR UMA
ESTRELA QUE FOGE AO ROMPER DA AURORA”.

de egê- SP

do livro poeira e flor vol II

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