sexta-feira, 6 de junho de 2014

VELHAS CARTAS. As cartas! Ah, se queimá-las eu pudesse



 * As cartas! Ah, se queimá-las eu pudesse,          *****
Velhas cartas de promessas esquecidas;
Mal guardadas, como a dor no coração,
Por décadas no armário, amarelecidas!

Confuso, magoado, ontem dali  as retirei,
Num momento de muita dor e solidão!
Lidas, relidas, vezes repetidas, eu chorei
Sobre elas, muitas lágrimas de paixão.

Molhadas, queimá-las então nem pude;
Inerte, solitário, quanta vã recordação
Do amor vivido na doce, verde juventude!

Tuas meiguices,  os beijos, teu falso pudor!
Tudo se foi, como as juras desvanecidas...
Desfizeram-se... como tuas cartas de amor!!!

de egê –sp
do livro poeira e flor vol III


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