domingo, 1 de junho de 2014

À TUA ESPERA

À TUA ESPERA

AOS MAGROS PUDORES TE APRESSAS, VESTES-TE!          * * * * *
ZANGADA TE AFASTAS, BATES A PORTA E TE VAIS,
O OLHAR NÃO VOLVES E ARROGANTE  SEGUES,
DOBRAS A ESQUINA DA ALAMEDA  DE MEUS AIS.

A NOITE DESCE SOBRE TODAS MINHAS PRECES,
E MINH’ALMA ESTÁ DESNUDA, SÔFREGA, TRISTE;
EMANO AOS CÉUS SUSSURROS PARA QUE VOLTES.
RECOMEÇAR A DOIS UM SONHO QUE DESTRUISTE.

 SONHO! TEUS RESTOS EM PERFUME AINDA AMO,
DIVISO O LUME DE UM DESEJO, MESMO FALSO, TEU!
VEM, QUE MINHA DOR É PROFUNDA...É FARTA!
NÃO SE ENFARTA UM CORAÇÃO QUE JÁ MORREU.

OS MINUTOS SE PASSARAM, AS HORAS SE FORAM,
OUTONO CHEGOU E AO CHÃO, FOLHAS DE HERA
PRIMAVERA , VERÃO, UM ROSTO EMURCHECIDO
O TEMPO ME ENCONTRARÁ, AINDA A TUA ESPERA.

de egê –sp

do livro poeira e flor vol III

2 comentários:

  1. Boa noite!
    Estou feliz em ter encontrado esse espaço.
    Foram momentos maravilhosos que passei lendo esses lindos poemas.
    Agradeço por compartilhar.
    Parabéns
    Abraços e tenhas um ótima semana.
    veraportella

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  2. OLÁ!
    VERINHA, ASSIM VOCÊ ME DEIXA ACANHADO, PORÉM FELIZ.! VOLTE SEMPRE COM SEUS COMENTÁRIOS NESSAS LOUCURAS QUE RABISCO. BRIGADÃO. ABRAÇOS MIL.

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