quarta-feira, 14 de maio de 2014

O ÉBRIO

O ÉBRIO

Cabisbaixo pervaga na ebriez das vielas,
notívago boêmio no anonimato se perdeu,
buscando sem tréguas nos bares saciar
a sede de carência de quem o já esqueceu.

Da ruína do amor ele ergue seu refúgio
nas esconsas  tabernas, entre meretrizes                                                            
tragando o tinto da amargura em vinho
pelas mesas derramado aos risos felizes.

Queda sobre a nódoa em estendida mão,
ébrio, tenta algo desenhar; a mensagem
de um adeus, a despedida sobre o chão.

Indigente, ninguém seu nome sabe sequer,
deixou apenas sua angustia ali rabiscada:
na mancha de vinho o nome de sua amada.

De egê Valadares - sp


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