sexta-feira, 4 de abril de 2014

À RUBY, minha musa imaginária

À RUBY, minha musa imaginária

PASSAVAS POR AQUI COMO UMA DEUSA EM FUGA,
DEIXASTE TUAS VESTES NO PÂNICO DA ESTRADA,
PORTAVAS SOMENTE TEUS SONHOS DIVINOS, EU
TE ACOLHI COMO UMA ROSA FRÁGIL ORVALHADA.

OFERECI-TE EM CÁLICE O VINHO TINTO À MÃO, 
BANHO QUENTE, COBRI-TE DE CARINHOS MEUS.
COLCHÃO DE PLUMAS DE CISNES DOURADOS,
RENTE A LAREIRA CREPITANDO DESEJOS TEUS.

INVERNO GELADO, NOSSOS CORPOS CARENTES,
FRIOS VENTOS RESVALANDO NAS MANSARDAS
ARDEM VOLÚPIAS QUE SE FUNDEM NOS OLHARES,
DE OUTRORA INSTANTES DEIXADOS EM ALFARDAS.

CONVOCO-TE AGORA A VIVER SEMPRE COMIGO
NESTA CABANA DE ACONCHEGO E DE SONHOS,
NIDIFICADA ESPERANDO TUA VOLTA, E VIESTE
TIRAR DE MIM MEUS MOMENTOS TRISTONHOS.

De egê -sp

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