quinta-feira, 13 de março de 2014

UM BEM QUE SE FOI

UM BEM QUE SE FOI 

Quando o vento adormece por aqui
e tão cedo a manhã vem sem sabor,
e o sol se encolhe tímido e tão frio
e as estrelas camuflam sua beleza;
tímidas, silentes, tristes, sem fulgor!

Apalpam-me lembranças esquecidas.
tentando em vão abrir-me a porta
da alma impura, caduca e indiferente,
reticente, cansada de tanto pecar...
Um oração que com nada se importa!

Tenso, repenso, abro a janela da sala,
espio o tempo lá fora; insosso , inerte!
vejo a solidão repousando na calçada;
Desventurada, sonolenta e muda!
Ergue-se e esgueira-se em cálido flerte.

Temo o frio crasso que vem de dentro
do inconsciente, o vão inconformismo,
sequioso por reencontrar antigo caso;
um bem que se foi mesmo amado;
marcas deixadas... um cruel cinismo.

EGÊ SP

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