quinta-feira, 13 de março de 2014

QUANDO AINDA TE AMAVA- revolta de mulher

QUANDO AINDA TE AMAVA.

-Não me acharás no caminho do acaso e nem das coincidências, nem ao relento me verás a chorar minhas perdas  e nem meus amores!
-Não me terás em teu colo sem aquelas carícias que te implorava enquanto zombavas de mim e de minhas carências de mulher!
-Não me conterás o sorriso que voltou ao meu rosto feliz de menina brincalhona. Este sorriso de brilho espontâneo e que eu reservo as pessoas que amo!
-Não encontrarás meus rastros de passos fugazes e desencontrados e nem sinais de paradas para o descanso e esperas vãs!
-Não mais me apontarás o caminho sem que eu lhe peça para me guiar, quando bem me lembro que me cobravas a busca sem desatares minhas amarras e sem me tirares a mordaça!
-Não me quebres as asas de minhas loucuras para que eu possa voltar ao meu mundo que  perdi enquanto te amava!
-Dos meus lábios não queiras ouvir palavras que já calei!
-Não terás de meus olhos a doçura de minhas lágrimas e que há tempos já secaram pedindo pra não partires!
-Não mais sentirás o aroma daquela água de cheiro que só eu usava porque não encontrarás meu colo para o cafuné!
-Não mais contarás os nós de minhas tranças, pois elas não mais existem para te pertencer!
Não mais me olharás como se bela eu nunca fosse, quando para outras dirigias teu olhar a me deixar morta de ciúmes e de beicinhos o tempo todo!
-Não mais gravarás com o canivete nossos nomes nas árvores à beira da estrada para que todos soubessem que nos amamos por ali!
-Não mais terás junto a mim as estrelas para contar, pois elas estão caladas e bem escondidas, aguardando minha chegada!
-Também não terás da lua aquela atenção de antes, pois ela estará desfilando entre as estrelas contando nossa verdade!

DE EGÊ –SP
do livro poeira e flor vol II

 

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