sábado, 22 de março de 2014

MOMENTOS MEUS

MOMENTOS MEUS

Filho,
Rasga as vestes de meu crasso medo
e apara as asas de minha agonia!
Enche de cores as minhas loucuras,
quero o vôo eterno de minha alforria.

Ou deixa-me neste meu velho leito
com meus sonhos em noites escuras.
Sem cantar meus penúltimos dias,
Causam-me ânsias essas amarguras.

No puro chão às mãos gentis de todos,
nunca serão como as dos filhos meus;
dar-me-ão antídoto para minha dor,
mas nunca me darão os carinhos teus.

Sei! Confesso que não irei a lugar algum!
Um dia verás meu derradeiro  semblante,
meu sorriso pálido esboçado em vão e
mãos sobre o peito, pálpebras conciliantes.


de egê - sp

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