quarta-feira, 5 de março de 2014

MEU RIO PARDINHO

MEU RIO PARDINHO
Tão doce é ver-te assim; tão límpido e puro, porém atento ao que te revelo em meu olhar.
Por entre rochas serpenteias, e segues definidos rumos a murmurar por lajeados infindos; cachoeiras que te dão a formosura! 
De tuas areias o sorriso alegre e branco; as catadupas gemem e teu leito suspira. Tuas águas que por sobre pedras ondeiam na dança das espumas graciosas. Hajam os poetas pra cantarem a tua graça e despertar olhares entristecidos que não te enxergam.
Rastejas ao sopé das colinas corcundas, na doçura dos cânticos das lavadeiras ee lépidas correntezas por entre pedregais, onde certa vez derramei minhas lágrimas na perda do meu primeiro amor.
Sentado as tuas margens vou sonhando com minha infância em meu íntimo pudor e me recordo de separar tuas águas nas travessias matutinas, seguindo para a escola. adoçando meus encanto, debatendo ansioso meu coração de menino.
Vivo! E passarei , mas tu e o tempo ficarão, prudentes e eternos, gravados neste versos por mim cantados.
De egê- SP

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