sábado, 8 de março de 2014

A ARANHA E O POETA

A ARANHA E O POETA
Momentos para pensar.
O dia a dia do poeta funciona como o da aranha que por seu instinto, tece uma teia duradoura para capturar o seu alimento, e que casualmente se prende a ela numa rota de voo ou numa distraída caminhada. A teia vibra pela toque sutil da presa e a aranha sente essa vibração; é o seu momento. Mas , se por um motivo qualquer, a aranha se afastar da teia, seu pequeno espaço de ação, a presa pode escapar, e a aranha perderá seu alimento.
Assim é o poeta que por instinto, também estende a teia de sua inspiração e que necessariamente captura as palavras que entram naturalmente nesse espaço por várias portas. Se essa rede, ilimitadamente estendida, não capturar ou não vibrar com a entrada das palavras, o poeta perde o seu momento. As vezes as palavras passam,vezes ficam agarradas nela. As vezes saltitam, vezes quedam. Tanto a teia da inspiração do poeta como a teia da aranha precisam estar sempre atentas, altivas e raramente não sentem tais vibrações, mesmo porque se trata de sobrevivência.
A aranha captura, aplica o veneno, mata e devora, o poeta captura,aplica a doçura da inspiração, sublima e imortaliza.

De egê- SP.

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