quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

NÃO FOI UM DESPERTAR QUALQUER.

O celular tocou repetidas vezes e por achar que seria um torpedo, desses inconvenientes, não atendi, até que voltou a chamar mais duas ou três vezes, aí então me levantei. Era realmente um torpedo, e trazia-me uma mensagem que há muitas décadas não ouvia, fazendo-me sentir distante, numa época em que morava com meus pais, ali na fazenda, em minha verde idade. Uma música que minha mãe ao ligar o rádio pelas madrugadas, me despertava uma vontade louca de ir definitivamente pra São Paulo. Confesso que me senti surpreso, pois me inundei de recordações...boas e más. mas continuei a ouvir, pois assim descobriria quem foi o mensageiro, e uma nova surpresa; uma voz de fundo, melancólica, docemente me dizia palavras de consolo e sabedoria. Não era uma voz desconhecida, suave e doce, como a dela! Uma brisa fresca entrou pela janela semi-aberta, soprando meus cabelos de fios prata. Tomei-me de meus ímpetos há guardados e me preparei para minha jornada dessa quinta feira calorenta. Já não mais me sinto um homem tão triste.
Bom dia meu São Paulo, terra da garoa,bom dia São Paulo, bom dia interior!.....bom dia São Paulo, de sul a norte, São Paulo se levanta para trabalhar... saudades mamãe! Foi essa a música que me oferecias pelas madrugadas de nossas vidas ali na fazenda, oco de mundo.

egê sp.

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