quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

MINHAS NOITES PARDAS

MINHAS NOITES  PARDAS...

Este escuro da noite me devora ,
Apagando vestígios de inspiração,
É tarde, meu medo me transforma,
Sou presa fácil dessa crassa solidão.

Há batendo um vento frio na janela,
Talvez já saiba da minha carência e dor,
Aqui sozinho me enrolando nos lençóis,
 Só de pensar mais aumenta este pavor.

Horas antigas que me enchem de saudade,
Noites perdidas  de silêncio agasalhadas,
Léguas deixadas nas  marcas da mocidade;

São incertezas pairando nas mansardas
Dessa cabana em que vivi um grande amor,
Rabisco sonhos...versos de noites pardas.

do livro poeira e flor vol II


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