quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

DORMINDO NO CAIS

DORMINDO NO CAIS

Minhas  noites de sonhos interrompidos,
O fremer dorido das cordas do coração;
U’a toca, outra falha...tímidos tinidos,
Sôfrega insônia, referta de solidão.

Derruem-me o viver estas letais saudades
De alguém que se foi rindo de minha dor!
No cais, solitário com minhas ansiedades,
 Degustando cada travo de meu amargor

Nascemos aparelhados para nos amarmos...
E amamos ao limite de nossas inspirações;
Inteiras noites, aos deleites, a sonharmos...
Confidências, juras, promessas aos borbotões.

Só me ficaram da amarga e última partida,
Túrgidas pálpebras a estancar meu pranto!
 Lembranças daquela última despedida,
E  frígidas imagens pra meu desencanto.



do livro poeira e flor vol II

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