sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

CALAR-ME POSSO

CALAR-ME POSSO
“Trago o sabor dessa  alegria extinta”
Essa inspiração que cedo envelheceu
Nas dezenas de meus passados dias,
Me encolho nas entranhas do meu eu!

Trago o sorriso de minha finda crença,
Não mais se ouvem meus chorosos versos;
Fantasias enfermas e adormecidas
 No colo de meus poemas submersos.

Vou me perdendo nas tramas dos atalhos,
Minh’alma revôlta em “forte furor se agita”,
Grita, com velhas vestes em frangalhos.

Até mesmo a minha musa que tanto amei,
Negou-me o dom misterioso de cantar
Calar-me-ei então... pois versejar nem sei.


Do livro poeira e flor vol II

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