terça-feira, 3 de dezembro de 2013

TRIBUTO A MINHA TERRA - MONJOLOS E RODEADOR

TRIBUTO A MINHA TERRA.

Monjolos e Rodeador- com saudades - metade de mim é Rodeador e a outra é Monjolos.

SOU O RASTRO DA BRISA FRESCA  ESQUECIDA DAS NASCENTES,
QUE RESVALA EM TEU ROSTO COM CHEIRO DOS MURICIS
DOS TEUS CAMPOS AMARELIDOS TRAGO NESTE POEMA
O  SUAVE SABOR GUARDADO NAS CASTANHAS  DOS PIQUIS

TRAGO NOS BEIJOS O PERFUME DAS FLORES DAS AROEIRAS,
O BRILHO DAS FLORES BRANCAS NOS CACHOS DO INGAZEIRO
A  ESSÊNCIA DO ÓLEO NEGRO DO PAU D’ÓLEO DO CERRADO,
EM CADA VERSO A "VELUDEZ" DAS FLORES DO "JATOBAZEIRO"

TRAGO SORRISOS DE CRISTAIS DO PARTO DE TUAS AURORAS!
SOU O OLHAR DAS SERRANIAS CONTEMPLANDO TUA FEIÇÃO,
SOU RASTRO, SOU BRISA , SOU O ECO DOS TEUS GRANITOS
SOU TEU O CERNE DA MADEIRA CREPITANDO EM CANÇÃO.

SOU DAS TUAS CATADUPAS A ÁGUA QUE CORRE LIGEIRA,
O PERFUME DO PANÃ IMPREGNADO NAS ENTRANHAS...
A MANGABA, A GUABIROBA, A DOCE PINHA APETITOSA,
PEPITAS DE OURO CRAVADAS NO VENTRE DAS MONTANHAS.

SOU TUA A ÁGUA CRISTALINA, A MAIS LIMPA DO PLANETA,
O TOQUE DA BRISA MANSA NAS FRONDES DOS MANGUEIRAIS,
SOU O GRITO DA TERRA, A RAIZ QUE CANTA, PEDRA QUE FALA,
O BEIJO DE PERFUME SILVESTRES NOS LÁBIOS DE TEUS AREAIS


De Egê – do livro poeira e flor vol II


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