quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

SAMPA, VIVO POR AQUI

SAMPA, VIVO POR AQUI

Chove, é discreta a chuva, é esparsa.
Lá fora uma  brisa fria; calço as luvas!
Meu guarda-chuva de tantas outras
Pode dessa me proteger...essa chuva!

Não sou o homem do tempo, mas sei
Que essa chuva é “maneira” e vai parar.
É noite, no céu não brilham as estrelas!
Retrocedo, tenho medo de me molhar

Abro a janela, moro no terceiro andar,
A avenida molhada, gente apressada,
Abrigos lotados; Av São João de Adoniran,
Ipiranga de Caetano, “Sampa” sagrada,

Frouxas “lâmpidas” de cegas mariposas,
Trombadinhas, trombadões... o corre!
Pega-ladrão, tiro ao “álvaro”, trovão...
Gente que vive, que canta, que morre...no calçadão!


Do livro poeira e flor vol II

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