quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

QUERO SER O EU QUE PERDI.

  1. QUERO SER O EU QUE PERDI...
    Não quero essa máscara horrenda
    Que me torna o rosto diferente!
    Dispo-me dela, disso que não sou eu,
    De rosto escondido, o eu ausente!

    Um eu que escreve, mas não fala,
    Se cala, se emociona, e ama calado;
    Tem medo, um medo que é segredo,
    Que não deve, nem pode ser revelado.

    Nem é meu esse rosto, esse não sou eu!
    Sou de todos o eu que ama, que chora,
    Que sorri, que ri que gargalha até morrer,
    Que se despede e finge que vai embora!

    Um eu brincalhão, atoleimado...bonachão,
    que dispensa do rosto essa maquiagem fria,
    ao rugir da transformação, o grito do não...
    -Agora sim! Agora sou eu, o eu que ama a poesia.

    Do livro poeira e flor vol II

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: Se você não é nosso(a) seguidor(a) e deseja deixar uma mensagem, escolha abaixo "Comentar como ANONIMO" e clique em PUBLICAR.

Escreva seu comentário abaixo: