sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

FRIO DE INVERNO

FRIO DE INVERNO

Que esta saudade de mim se esvaia,
para que eu possa suspirar de alívio!...
Odeio a contagem das horas
e viver como telha pendurada
em sôfrego beiral, pronto pra desabar,
vendo pardais, casal no ninho a chocar
aos gorjeios, murmúrios de peito cheio,
Contemplando o semblante do silencio!
-Maquiado de esperas e enfermas fantasias, 
Vendo as pegadas de meus próprios passos,
farejando meus próprios rastros.
não me ouvem o grito a poucos pés.
Prossigo para entender os suspiros das pedras
E saudades em minha dor...frio eterno.
 mancheias de agruras, o gêlo me definha!
Está frio, tanto frio que se cansa o próprio inverno!


Egê -Do livro poeira e flor vol II

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