terça-feira, 10 de dezembro de 2013

À DEMÊNCIA.

À  DEMÊNCIA.

Há um nascer de sol em todos os dias, mas
 Há  os arrebóis que no poente se alargam
Com asas que se estendem e se recolhem
Nos cumes  das mortas colinas  escuras,
Donde contemplo a vastidão do vazio distante!
Os espectros que zanzam às gargalhadas,
Ciscando em rastros... insanas figuras
Que se transformam com o bafo da morte
E  revoluteiam  insanos na penumbra.
De pigarros retorcidos e rouquidão rascante,
dos assombros e rosnidos ...o medo!
De esqueléticos bípedes ambulantes,
Que se arrastam inquietos aos escarros
De podridão, e vômitos dos morcegos
De asas negras... agouros apavorantes!


Do livro poeira e flor vol II

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