terça-feira, 12 de novembro de 2013

UM DESPERCEBIDO

UM DESPERCEBIDO
“Um conto”

Sim! Sou nesse voo um passageiro despercebido, não fosse a calça desabotoada! Mas pensei:  o que fazer se estou com as mãos ocupadas?!
  Numa delicada “descompostura” se aproximou a comissária: meu senhor, por gentileza abotoe suas calças, há senhoras neste voo e... quando, à frente com cara de Maguila, (se não lhe bastasse o gigantismo) disse em clara voz: o que é na mão criado, não consegue voar!
  Olhei para os lados e notei uma senhora loira aprumando os óculos, tentando inutilmente ver alguma coisa em mim, então pensei: para quê vou abotoar as calças se essa droga não serve para nada?!  Mas mesmo assim a comissária tomou-me das mãos
a  maleta, como a que dizer: não há desculpas!  Quando notei que apressadamente a tal senhora, com m sorriso de lábios fechados, se aproximou gentilmente e me abotoou os três botões da braguilha, para a satisfação daquele corpulento que ainda soltava algumas asneiras, como: deixe o defunto pular da cova!...para gargalhadas dos demais passageiros e da comissária, que  nem se desculpou!

Do livro poeira e flor vol II


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