sábado, 16 de novembro de 2013

POEIRA E BRILHANTINAS

  1. POEIRA e BRILHANTINAS.
    Monjolos- MG

    Lá vem o trem, é o trem que vem.
    Café com pão, manteiga não...
    Gente que não perde trem!...

    Lá vem Maria cheia de graça,
    Com bufos de dragão,
    Do fogo, do apito, da fumaça....

    Estação miúda, a compra do bilhete,
    Mala à mão...destino a Diamantina;
    Final de linha... sem “baldeação”!

    Pernoites em pensões de camas macias,
    Comida cheirosa com alho socado,
    Os becos, os queijos do Cerro*,

    O mercado, burros, tropeiros,
    O Monjolense, o picolé de “groséia”
    O angu, a sopa, o mingau de milho novo,

    Pimenta malagueta, rapadura e requeijão
    “precata de coro cru” gente da mata!
    A espora, chapéu de “paia” e facão.

    O trem que vem...lá vem o trem...
    Café com pão, manteiga não...,
    O dinheiro tomado no banco, a volta.

    O sonho, a esposa bonita de saia peada, devota,
    O marido que apeia de cara “murrada”
    Com cara de Beco do Mota. *

    Do livro poeira e flor vol II

    Beco do Mota; zona boêmia de Diamantina. MG
    Cerro; cidade do queijo típico mineiro, perto do Pico do Itambé.

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