segunda-feira, 25 de novembro de 2013

NA PANHA DA SEMPRE-VIVA

NA PANHA DA SEMPRE-VIVA
Pelos loiros campos as sempre-vivas,   *****
salpintando de vida todos lugares,
refertas paragens de branco vestidas,
grinaldas enfeitando nossos olhares.

Ao hálito de outras suspiram essas flores,
erguem-se em pétalas divinais magias,
quem é que meça dessa flor a beleza,
realeza do versejar de tantas poesias.

Ao entoar melancólico das cantilenas,
catadeiras de flores dessas campinas,
embriaga-me em ver-lhes a nua graça,

Mulheres e flores na troca de olhares,
Na dança das mãos por entre as ramas,
Como que a bordar macias colchas finas.

Do livro poeira e flor vol II


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