terça-feira, 12 de novembro de 2013

MOMENTOS DE UM VAQUEIRO

MOMENTOS DE UM VAQUEIRO


O vaqueiro simples com roupa de algodão,

À suave imagem que desperta no oriente!                                                           

Encilha o baio ao manso clarão da aurora,

Ao aboio do primeiro olhar do sol nascente.

 

Pousa o olhar sobre o solto gado leiteiro,

Confere aos risos mais uma cria que nasceu,

Estende aos céus seus braços agradecido

Por mais essa bênção que  o céu lhe deu.                             


Vai no aboio repensando cada instante seu;

A dura lida, a força bruta, chuvas a desoras!

 Agora, o leite gordo... o filho que vai nascer;

Volta pra casa ao sentir saudosas horas.


Ao velho espelho, apalpa a patroa o ventre,

Aos sorrisos, os crespos cabelos untados!

O ruge, o pó de arroz... tantas fragrâncias,

No fascínio de dois seres afeiçoados.


Do livro poeira e flor vol II

 

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